segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vísceras de peixe na produção de biodiesel


DAYANA AQUINO
Da Redação – ADV
Do cardápio para o tanque do carro. A tilápia, peixe amplamente produzido no Brasil, apresenta um grande potencial para a produção de biodiesel. Pesquisas no Ceará apontam que das vísceras do animal pode ser produzido biocombustível de boa qualidade, com uma produção que, somente no estado, pode alcançar 167 mil toneladas de óleo por ano.
Os estudos são conduzidos pela Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec). Os levantamentos feitos até agora apontam que de cada peixe, 4,5% pode se transformar em biodiesel. O óleo é extraído das vísceras do animal, parte que seria descartada.
Do peixe, são extraídos 10% das vísceras, das quais 50% é óleo. Cerca de 90% desse óleo pode se transformar em biodiesel, conforme explica o diretor de Inovação Tecnológica da Nutec, Ricardo de Albuquerque Mendes.
De acordo com a Nutec, as tilápias são os peixes mais cultivados no Brasil, correspondendo a 38% do total de peixes produzidos. O Ceará é o maior produtor nacional de tilápia. O pesquisador Fernando Pedro Dias, afirma que não há risco de uma discussão sobre segurança alimentar como ocorre com o biodiesel a partir de sementes. “As pesquisas com a tilápia surgem como alternativa justamente por utilizar a matéria-prima do peixe que não serve como alimento”.
Para atender a demanda de 5% de biodiesel puro ao diesel fóssil, o Ceará precisará de 38 milhões de litros de biodiesel por ano. Para Mendes, será necessário multiplicar as matérias-primas, onde se encaixa o óleo de vísceras de tilápia, para atender a demanda. O aproveitamento dos resíduos desse peixe, além de contribuir com o potencial energético local com matéria-prima barata, também são uma alternativa de renda às comunidades pesqueiras e criadores cearenses e auxiliam na redução da poluição local com o tratamento desses rejeitos.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Adubação verde, alternativa econômica e ecológica, é sucesso em MG

Em um mundo cada vez mais necessitado de ações que valorizem a preservação ambiental, a adubação verde, uma das variedades de adubação orgânica, tem-se firmado como uma opção para o cultivo de variadas lavouras. A técnica utiliza matéria orgânica, gerada a partir do cultivo de plantas, para adubar o solo, diminuindo ou eliminando o uso de fertilizantes químicos. Vantagem para o meio ambiente, o produtor e o consumidor dos alimentos produzidos no campo. "A diferença no uso deste método em relação aos adubos industrializados é devido à forma natural e renovável. Se o mundo todo usasse adubação verde, diminuiria o efeito estufa e a poluição do meio ambiente" garante Afrânio Otávio Nogueira, extensionista do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) em Mateus Leme, um dos dos municípios mineiros em que agricultores aderiram à iniciativa.
A adubação verde pode ser feita de duas maneiras, uma delas é o plantio das sementes de leguminosas ou gramíneas em meio às lavouras permanentes, como é o caso dos milharais. Depois de crescer e florir, as plantas são roçadas e deixadas no terreno para se transformarem em adubo natural. Outro método é o plantio direto, em que primeiro se plantam as sementes e depois em cima da palhada são cultivadas outras culturas, como as hortaliças. O adubo verde feito com plantas leguminosas como o feijão gandhu, mucuna, crotalárea, entre outras, possui um benefício extra; maior fixação de nitrogênio no solo. Isso porque as leguminosas são capazes de fazer uma associação com bactérias próprias para fixar o nutriente.
Com o solo rico em nitrogênio, há um grande aumento na produtividade. "Quanto mais nitrogênio, mais a planta produz", fala o extensionista Afrânio, ao lembrar também que, com essa adubação natural cai o custo da produção. "Isso baixa o custo para o agricultor na compra de adubo nitrogenado, porque muitas vezes ele não vai precisar comprar". Afrânio Nogueira diz ainda, que são inúmeras as vantagens de usar adubo verde. "Com esse método, o solo ganha mais infiltração e retenção de água, fica mais poroso devido às raízes e diminui a erosão. Também aumenta a vida útil e o teor de matéria orgânica". Outras vantagens, segundo o técnico, são: proteção contra o impacto das chuvas e da irradiação solar direta, controle de pragas e de doenças nas lavouras, além da inibição do crescimento de mato.
De acordo o coordenador técnico estadual de agroecologia da Emater-MG, Fernando Casimiro Tinoco, o método "é uma ferramenta auxiliar em qualquer sistema de produção, seja ele orgânico ou convencional". Porém, ele esclarece que só esse tipo de adubo não é o suficiente para suprir todos os nutrientes que a planta necessita, sendo preciso a introdução de adubos adicionais. Para incentivar o uso deste método, a Emater-MG aderiu ao programa Banco Comunitário de Produção de Sementes de Adubo Verde do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A Emater-MG tem participado do trabalho em mais de 90 municípios mineiros, nos períodos 2007/2008 e 2008/2009.
Por meio de técnicos, devidamente capacitados pelo Ministério, a empresa faz o cadastro dos produtores interessados e os orienta na utilização da técnica. As sementes são distribuídas pelo MAPA. Segundo Tinoco, essas sementes são plantadas para produzir mais sementes e formar o banco (unidades produtivas), para depois estender o benefício a mais produtores. Só no período 2008/2009, o programa beneficiou 53 agricultores de 25 comunidades rurais mineiras, em 45 municípios, de acordo o coordenador da Emater-MG.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Fossa ecologicamente correta


A Fossa Ecológica possui a vantagem da reutilização de lixo (pneu e entulhos de obras). Lembrando que, a mesma deve ser construída em lugares ensolarados, e deve tratar só águas negras (sanitário). As demais, provenientes de pias e chuveiros, devem ir para outro sistema de tratamento, conforme recomendação da ABNT.


Passo 1: Chapisco grosso.








Passo 2: Revestimento da tela - O método mais indicado de construção das paredes e do fundo é o ferro-cimento.





Passo 3: Colocação de entulhos, pneus e brita.Depois de pronto o tanque e assegurada a sua impermeabilidade, vêm a construção da câmara fazendo o uso de pneus usados e entulho de obra. A câmara é composta do duto de pneus e de tijolos inteiros alinhados ou cacos de tijolos, telhas e pedras, colocados até a altura dos pneus. Isto cria um ambiente com espaço livre para a água e beneficia a proliferação de bactérias que quebrarão os sólidos em moléculas de nutrientes.
Passo 4: Instalação do cano de entrada de esgoto.







Passo 5: Cobertura dos pneus, colocação de areia e retorno da camada superficial do solo.







Passo 6: Ligação da rede de esgoto na fossa e plantio da vegetação que consomem muita água e de raízes rasas. Espécies recomendadas são: ornamentais como copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica); maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana); lirio-do-brejo (Hedychium coronarium); caete banana (Heliconia spp.) e junco (Zizanopsis bonariensis).



Lembrando que, há necessidade de ter espaços livres para o volume total de água e resíduos humanos recebidos durante um dia sendo, portanto, construído com uma técnica que evite as infiltrações e vazamentos. Por isso, é muito importante o acompanhamento de um engenheiro ou técnico responsável, para garantir que seja uma unidade estanque. E também, como o tanque não tem tampa, para evitar o alagamento pela chuva, a superfície do solo do tanque deve ser abaulada, mais alta no centro, acima do nível da borda, coberto com palhas. Para evitar o escoamento superficial da água da chuva para dentro do sistema, é aberta uma vala ao redor do tanque para que esta fique mais alta que o nível do terreno.
Dúvidas e informações mais detalhadas procure o escritório local da Emater-MG.
Fonte e fotos: Thatiane Abrahão Pereira
Engª Agrônoma MSc - Boa Esperança - MG
FONTE: capebe

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Cultivo da Mangueira

Plantio

O planejamento de um pomar de manga deve ser feito utilizando estudos básicos, que orientem um plano de exploração da propriedade, cujos procedimentos podem viabilizar o agronegócio. Os estudos básicos compreendem o levantamento das características climáticas, físico-químicas do solo, com definição do tipo de solo e da profundidade, além dos recursos hídricos disponíveis, no período mais seco do ano. Várias são as etapas envolvidas na implantação de um pomar de manga e todas são importantes no processo produtivo.
A área onde será instalado o pomar, deve ser selecionada considerando a topografia do terreno e as vias de acesso, que serão fatores de influência direta nas práticas agronômicas e no escoamento da produção. Em solos de areias quartzosas da região Semi-Árida nordestina, faz-se apenas a limpeza da área por meio do destocamento e roçagem da vegetação, três a quatro meses antes do plantio, sem o uso da aração e da gradagem. Após a limpeza, deve-se coletar uma amostra representativa de solo, para avaliar a necessidade de calagem e adubação.
A área do pomar deve ser protegida contra os ventos fortes, os quais provocam a queda de frutos e afetam consideravelmente a produção. A instalação de quebra-ventos deve ser feita durante os dois primeiros anos de formação do pomar. No Semi-Árido brasileiro, onde o vento compromete o desenvolvimento das plantas principalmente nos três primeiros anos, é comum o uso de capim elefante, que apresenta desenvolvimento rápido e atinge altura de quatro metros; também são utilizados diversas espécies de fruteiras como quebra-ventos, tais como bananeiras com 3 a 4 linhas de plantas instaladas entre talhões de plantio ou coqueiros nas margens laterais do plantio.
Densidade de plantio
Nos plantios com tecnologia de produção para exportação, como os do Semi-Árido nordestino, onde a irrigação é obrigatória, a densidade de plantio mais comum é de 250 plantas/ha (espaçamento de 8 x 5m); no entanto, maiores densidades já estão sendo usadas nessa região, exigindo, no entanto manejos mais adequados quanto a podas, irrigação e nutrição.
Após a determinação do espaçamento, faz-se o alinhamento em quadrado ou retângulo, com um piquete no local onde serão abertas as covas. Em áreas com declive acentuado (> 5%), deve-se preparar curvas de nível, a fim de evitar problemas de erosão. 
Considerando as grandes exigências de cálcio pela cultura da mangueira, recomenda-se associar a calagem com a aplicação de gesso.
Abertura e adubação de cova
Após a marcação, as covas com dimensões de 60 x 60 x 60 cm são abertas com uma ferramenta conhecida como “boca-de-lobo” ou com uma perfuradora mecanizada; esse implemento agiliza e diminui os custos de abertura de covas mas, dependendo do tipo de solo, há necessidade de se quebrar as paredes laterais da cova, a fim de se evitar o “espelhamento”, ou seja, a compactação das mesmas. A correção e a adubação devem ser baseadas na análise de solo e ser feitas, pelo menos, 15 dias antes do plantio da muda. No Semi-Árido nordestino, recomenda-se de 20 a 30 L de esterco de curral (caprino ou bovino) por cova, 1 kg de superfosfato simples, 150g de cloreto de potássio e 200g de uma mistura de  micronutrientes. Na adubação da cova com esterco, deve ser mantida a relação 1 esterco: 10 solo, para que haja uma decomposição mais equilibrada.
Plantio da muda e pintura do caule
Em geral, faz-se o plantio da muda no início das chuvas, para facilitar um melhor estabelecimento da mesma no solo, embora sob condições irrigadas, essa operação possa ser realizada em qualquer época do ano. Devem-se selecionar mudas enxertadas, sadias e com dois fluxos vegetativos. Para evitar rachaduras no caule, causadas pela incidência direta da radiação solar, que favorece a entrada de fungos no caule, deve-se fazer uma pintura com tinta látex branca, diluída em água, na proporção de 1:1.
Cobertura morta, tutoramento
A utilização da cobertura morta, que pode ser de raspa de madeira ou maravalha, palha de arroz, folhas de coqueiro ou restos da roçagem feita entre as fileiras de plantio, tem  o objetivo de proteger o solo, ao redor da planta, das altas temperaturas, além de evitar perdas excessivas de umidade do solo. Recomenda-se também o uso de um tutor (pequeno poste de madeira) que servirá para conduzir o caule da planta verticalmente, evitando a ação danosa dos ventos na instalação da muda.
Cuidados fitossanitários
Nos pomares em formação, as formigas cortadeiras, ácaros, cochonilhas e tripes podem causar danos consideráveis. As medidas de controle devem ser planejadas antes mesmo do plantio. Deve-se também ter em mente a preservação do potencial de controle biológico existente, bem como o favorecimento à atuação de inimigos naturais, de maneira que, no campo, o controle biológico assuma importância cada vez maior no controle das pragas da cultura. Com alguns cuidados e a introdução de certas práticas, é possível melhorar a qualidade e o rendimento, sem alterar custos.
Entre os cuidados fitossanitários, é importante mencionar que durante a implantação do pomar pode ocorrer a incidência de Lasiodiplodia, em conseqüência de estresse hídrico à planta, devido a entupimento de microaspersores ou qualquer outro problema no manejo da irrigação, assim como, podem aparecer mudas com “malformação vegetativa”; nesses dois casos é necessário um replantio, pois as mudas devem ser descartadas. No período das chuvas, deve-se ficar atento à incidência de doenças como a antracnose, cujo controle deve ser feito com pulverização de produtos à base de cobre. 


Fonte: EMBRAPA

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CULTIVO DO ABACAXI


Veja abaixo algumas sugestões para o cultivo do abacaxi: Como cultivar abacaxi:
Planta tropical, o abacaxi é sensível às geadas, preferindo as regiões com temperatura média anual, mais adequada, em média de 24ºC (limites em 21ºC e 32ºC). A planta necessita temperaturas altas (29-30ºC) para produção de raízes e folhas.
O sistema radicular do abacaxizeiro é relativamente superficial e frágil (só explora a profundidade de 15 a 20 cm do solo). Solos de textura argilo-arenosa, com boa drenagem, planos ou ondulados são ideais para o cultivo do abacaxi.
O pH ideal está na faixa 4,5 a 5,5. Aeração e drenagem são fatores importantes na seleção da área para a cultura, pois a planta não tolera encharcamento.
O terreno, para plantio do abacaxi, deve ser preparado com covas rasas abertas com enxadão. O espaçamento oscila de acordo com as condições de clima, solo e destino da produção.
Para industrialização, sugere-se linhas duplas de 45 cm de afastamento entre si, 30 cm entre as plantas nas linhas, com as plantas disposta triangularmente (quincôncio), uma em cada canto e uma ao centro. As ruas entre as linhas duplas devem ter 90 cm de largura.
O espaçamento deve ser 40 x 40 cm nas linhas duplas, também em quincôncio, se a cultura destina-se ao mercado de frutas frescas, com intervalo de 120 cm para as ruas, entre as linhas duplas.
O abacaxizeiro é propagado com mudas extraidas de plantas que já produziram a fruta. São elas: Rebentão: formado a partir de gemas localizadas no talo da planta, e que produz um novo fruto após 12 a 18 meses de plantio -Filhote: originado de gemas localizadas no pendúnculo da fruta, e frutifica de 18 a 24 meses após o plantio - Coroa: roseta de folhas situada na parte superior do fruto, com ciclo superior a 24 meses.
A muda deve ser originada de plantas sadias, vigorosas, de boa produção e tamanho uniforme (Não abaixo de 25 cm de comprimento). No ato do plantio, as mudas devem ser separadas por tamanho e tipo.
Deve-se fazer a calagem de acordo com resultado da análise do solo. Fazer adubação com matéria orgânica no sulco de plantio, adicionando 20 Kg de esterco de curral ou 4 Kg de torta de mamona por 10 m lineares de sulco.
É lento o crescimento inicial do abacaxi, e por isso compete muito com as ervas daninhas. O produtor deverá ter forte empenho no combate à essas plantas, nos primeiros 6 meses, com controle feito à base de herbicidas e carpinas constantes.
É possível antecipar o início da floração e a colheita através da aplicação de substâncias químicas na roseta foliar. O método chama-se indução floral e permite ao produtor estabelecer a época da colheita, uniformizar a produção e reduzir o ciclo da cultura. Assim, o produtor barateia os tratamentos fitossanitários e a colheita.
Outro método utilizado é o atraso na maturação, que é prolongar o período de desenvolvimento da fruta para aumentar o peso e o tamanho da coroa, melhorando o aspecto da fruta. Após 6 a 8 meses da indução floral, os frutos podem ser colhidos, mas sofre alguma variedade quanto à forma como foi plantado. Se foi utilizado os rebentões, a colheita será de março e abril. Os filhotes plantados de dezembro a fevereiro serão submetidos à indução floral no período de março a julho do ano posterior, e vão produzir nos meses de outubro a março.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ALIMENTOS NA NUTRIÇÃO DE BOVINOS Cont.


3. ALIMENTOS CONCENTRADOS
3.1 Milho
Segundo TEIXEIRA (1998) o milho, dentre os grãos de cereais é o mais largamente empregado, rico em energia e pobre em proteína, principalmente lisina. É rico em pró-vitamina A (betacaroteno) e pigmentantes (xantofila). Baixos teores de triptofano, lisina, cálcio, riboflavina, niacina e vitamina D (LANA, 2000). A parte principal da planta é a espiga composta de 70% de grãos, 20% de sabugo e 10% de palhas. O milho pode ser usado de diversas formas como fonte volumosa ou concentrado energético. É considerado alimento concentrado energético padrão.
·  ROLÃO DO MILHO - é constituído da palhada do milho depois de feita a colheita das espigas. Contudo pode ser feito de toda a planta, incluindo a espiga, tornando-o mais rico em nutriente, usado como fonte volumosa na dieta de ruminantes;
·    SILAGEM DE MILHO - é uma excelente cultura para confecção de silagem por apresentar boa produção forragem por área e boa quantidade de açucares para produção de ácido lático, fundamental para o processo. É fonte volumosa para ruminantes;
·   PALHADAS e SABUGOS - é um resíduo da colheita do grão que pode ser utilizado como fonte de fibra na dieta de ruminantes, é de baixo valor nutritivo;
·    MILHO DESINTEGRADO COM PALHA E SABUGO (MDPS) - é obtido pela moagem das espigas inteiras, é fonte energética na dieta de ruminantes, apresenta menor valor nutritivo do que o milho grão é rico em fibra;
·  MILHO GRÃO - constitui a base energética da dieta de várias espécies animais, deve ser isento de fungos, micotoxinas, pesticidas, sementes tóxicas.  É composto de amido (60%), casca (6,5%), glúten (10%), gérmen (8,5%), água (15%). O processamento do grão pode alterar o seu valor nutritivo pela moagem, gelatinização, floculação e laminação, mudando o local e a intensidade de digestão.
·   FARELO DE GLÚTEN DE MILHO 60 - é o resíduo seco de milho após a remoção da maior parte do amido e do gérmen, e da separação do farelo pelo processo empregado nas fabricações do amido de milho ou do xarope, por via úmida, ou ainda, pelo tratamento enzimático do endosperma. Ë uma excelente fonte de proteína (e proteína não degradada no rúmen) e energia, não é muito palatável (TEIXEIRA, 1997). Como nome comercial é conhecido por protenose ou glutenose.
·         FARELO DE GLÚTEN DE MILHO 22 - é a parte da membrana externa do grão de milho que fica após a extração da maior parte do amido, do glúten e do gérmen pelo processo empregado na produção do amido, ou do xarope por via úmida. Pode conter extrativos fermentados do milho e/ou farelo de gérmen de milho. É uma boa fonte de proteína (aproximadamente 22%, de alta degradabilidade ruminal) e energia comparável ao do sorgo, tem média palatabilidade (TEIXEIRA, 1997). Como nome comercial é conhecido por promil ou refinazil. 
3.2 Sorgo
Segundo TEIXEIRA (1998) o sorgo pode ser utilizado para produção de forragem ou de grãos para alimentação animal. O sorgo vassoura é cultivado para a indústria de vassouras. Pode ser utilizado para processamento industrial como o milho, produzindo o amido, açúcar e óleo. Algumas variedades de sorgo apresentam em seu pericarpo substâncias amargas denominadas taninos, que é responsável por inibição de algumas enzimas no sistema digestivo, interferindo no metabolismo de proteínas e carboidratos, diminuindo sua digestibilidade e conseqüentemente a resposta animal. O ácido tânico quando presente nas dietas combina com grupamentos metil da metionina e colina, provocando redução nas disponibilidades destes compostos reduzindo a taxa de crescimento. Pode também inibir a ação da tripsina.O grão de sorgo destinado ao consumo animal deve ser isento de fungos, micotoxinas, sementes tóxicas, pesticidas, conter no máximo 1% de taninos, expresso em ácido tânico (ANFAR, 1985). O grão apresenta composição semelhante à do milho, com pouco menos de energia e pouco mais de proteína, que varia de 9 a 13%, dependendo da variedade. Tem baixo teor de caroteno, pigmentos xantofílicos, isoleucina e leucina. Deve ser fornecido triturado ou moído devido à baixa digestibilidade do grão inteiro (LANA, 2000).
3.3 Trigo
Segundo TEIXEIRA (1998) é de interesse para alimentação animal os subprodutos da indústria moageira como:
·         triguilho, que contém grãos pequenos e quebrados de trigos e grãos chochos resultantes da limpeza do cereal antes da moagem, sua composição é bastante variável.
·         farelo de trigo, é um subproduto que consiste principalmente do tegumento que envolve o grão, possui relativo teor de fibra e em excesso é laxativo, pode ser composto também do farelinho de trigo que diminui o valor nutritivo o produto. É rico em niacina, tiamina, fósforo e ferros e pobre em caroteno e pigmentantes.
3.4 Arroz
Segundo TEIXEIRA (1998) o seu uso para alimentação animal é quase que exclusivamente de seus subprodutos:
·    quirera de arroz, constituída por grãos sem casca, quebrados, tem valor nutritivo um pouco inferior ao do milho;
·    casca de arroz, tem alto teor de sílica e lignina com baixa digestibilidade e valor nutritivo, em muitos casos é moída e adicionada ao farelo de arroz diminuindo seu valor nutritivo, segundo LANA (2000) pode ser usada por ruminantes em até 20% da ração;
·      farelo de arroz integral, proveniente do beneficiamento do arroz para o consumo humano, constituído por tegumentos que envolvem o grão, tem que ser utilizado fresco ou estabilizado com antioxidante devido ao seu alto teor de gordura, segundo LANA (2000) é pobre em Ca e rico em P, tiamina, riboflavina e niacina;
·      farelo de arroz desengordurado, é proveniente da extração industrial do óleo do farelo de arroz integral.
3.5 Mandioca
Segundo TEIXEIRA (1998) a mandioca tem a grande vantagem de poder ser utilizada integralmente como alimento, inclusive a parte vegetativa, in natura ou na forma desidratada e moída e para produção de concentrado protéico (LANA, 2000). O valor nutritivo do farelo de ramas e hastes desidratadas se aproxima à da alfafa. Pode ser fornecida na forma de planta inteira ou só a raiz picada e secada na foram de raspas, além do uso na forma de farelos e farinhas. É pobre em proteína necessitando sua complementação. Como concentrado energético pode ser à base da dieta. Nas cascas e raízes inteiras das mandiocas chamadas bravas, existe o ácido cianídrico (HCN) com teores variando de 0,02 a 0,03%. Estes efeitos tóxicos podem ser evitados pela desidratação da mandioca, que consiste em picá-la e deixá-la espalhada ao ar livre por 24 horas. Nas variedades mansas o teor de HCN não passa de 0,005%.
As raízes frescas são ricas em amido e pobre nos outros nutrientes, tem limitação devido ao glicosídeo cianogênico e a linamarina que são convertidos a HCN. A raiz fresca é recomendada de 2 a 3% do peso do animal/dia. A raspa de mandioca moída não tem caroteno e é deficiente em proteína, metionina e pigmentantes (LANA, 2000).
3.6 Polpa cítrica
Segundo TEIXEIRA (1997) a polpa de citrus seca e peletizada é um sub-produto da indústria de processamento de laranja, constituída de cascas, polpa de frutos inteiros descartados. Contém aproximadamente 6% de PB, 11% de fibra bruta, 70 a 75% de NDT. É uma boa fonte de fibra digestível (pectina) e energia, devendo-se cuidar com o cálcio, pois pode chegar a ter 2%. Pode ser usado como base energética de dieta de bovinos. O alto teor de cálcio é devido à adição de cal para separar a água. As fontes de cal podem apresentar dioxina, substância cancerígena que pode ser transmitida ao homem pelo leite e carne contaminados (LANA, 2000).
3.7 Soja
Segundo TEIXEIRA (1998) a soja é uma das mais importantes culturas para produção de grãos destinados a industria para obtenção do óleo e o farelo. Pode ser usada na alimentação animal na forma de semente, casca ou farelo. A semente é rica fonte de proteína (38 a 39%), energia (18% de óleo). Quando da utilização da semente crua, deve-se evitar a utilização conjunta da uréia, em virtude da urease contida nas sementes desdobrar a uréia em amônia. Quando o grão é tostado torna-se excelente fonte de proteína não degradada no rúmen além de destruir a urease. A soja crua possui ainda outros fatores antinutricionais divididos em termolábeis, que são destruídos pelo calor, e os termoestáveis, que não são destruídos pelo calor. Entre os termolábeis estão presentes os inibidores de proteases, sojina, que provocam redução de crescimento e hipertrofia de pâncreas; lecitinas, que se ligam a carboidratos e glicoproteínas, são hemaglutinantes e deprimem ingestão de alimentos e o crescimento; fatores bociogênicos, provocando aumento da tireóide; fatores antivitamínicos que aumentam os requisitos de vitaminas D3, B12 e E; antiminerais, pela presença do ácido fítico, aumentando a necessidade de cálcio, zinco, cobre e ferro. Entre os fatores termoestáveis estão as isoflavanas, substâncias estrogênicas; fatores de flatulência, sacarose, rafinose e amilose, que provocam náuseas, gases, diarréia e cólica; fatores alergênicos, glicinina e conglicinina provocam distúrbios gastrintestinais e alergias; lisinoalanina, resultante da extração alcalina da soja que provoca lesões renais em ratos (GONÇALVES e BORGES, 1997). A urease é destruída pelo aquecimento (tostagem), e a sojina, pelo aquecimento e os microrganismos do rúmen. O grão quando triturado fornecer rapidamente para evitar para evitar rancificação (LANA, 2000).
O farelo de soja é o subproduto obtido após a extração do óleo do grão da soja para consumo humano. Dependendo do processo de extração (solvente ou expeller) o farelo pode ter de 44 a 48% de proteína. A proteína do farelo na forma de expeller é menos degradável no rúmen que a obtida de solvente. É considerado o melhor alimento protéico, tem altos níveis de proteína de boa qualidade, energia e palatabilidade. 
3.8 Algodão
Segundo TEIXEIRA (1998) a cultura do algodão é cultivada para obtenção da fibra, suas sementes são aproveitadas para extração do óleo alimentício, de cujo processo resulta o farelo de algodão, que representa a segunda mais importante fonte de proteína disponível para alimentação animal. Possui de 30 a 38% de PB, boa palatabilidade, e pode substituir totalmente o farelo soja em dietas de vacas, apesar de apresentar o problema do gossipol em níveis que não afetam a vaca a não ser quando utilizado em conjunto com o caroço de algodão. É rico em fósforo e pobre em lisina, triptofano, vitamina D e pró-vitamina A (LANA, 2000). O caroço de algodão é um alimento com moderado nível de proteína, alta gordura, fibra e energia. Pode ser encontrado com línter ou deslintado, que possui um pouco mais de energia e proteína. Devido a sazonalidade de sua produção deve ser armazenado em lugar limpo, seco. Sua utilização inteiro apresenta melhores resultados que na forma moída ou triturada (TEIXEIRA, 1997).
Os problemas provocados pelo uso de farelo de algodão e caroço são atribuídos ao gossipol e aos ácidos graxos ciclopropenóides. O gossipol é um alcalóide polifenólico de cor amarela encontrado nas sementes em formas de grânulos. Os ácidos graxos ciclopropenóides são encontrados no óleo contido nas sementes que causa diminuição da fertilidade do touro e da vaca (LANA, 2000). Segundo SANTOS (1997) os sinais de intoxicação do gossipol incluem dispnéia, diminuição da taxa de crescimento e anorexia. Em fêmeas ruminantes estudos in vitro há um comprometimento no desenvolvimento de embriões e produção de progesterona por células luteínicas, mas in vivo no que se refere à fertilidade, ciclicidade e morfologia de ovários não houve efeitos do gossipol devido à capacidade de detoxificação. Nos machos o gossipol provoca alterações específicas sobre a cauda do espermatozóide, aumento do diâmetro do lúmen dos túbulos seminíferos, diminuição de camadas celulares e epitélio seminífero e do tamanho das células de Sertoli, o estudo mostrou que após voltar à dieta controle sem farelo e caroço de algodão ocorreu reversibilidade dos efeitos no epitélio seminífero.    
3.9 Farelo de Girassol
Segundo TEIXEIRA (1998) o farelo de girassol é resultante da moagem das sementes de girassol no processo industrial para extração de seu óleo para consumo humano. Nele é permitido a detecção de cascas de girassol, desde que não ultrapasse o nível máximo estipulado para fibra bruta (15%). É adequado suplemento protéico apresentando boa apetecibilidade pelos ruminantes. O teor de proteína bruta varia de 28 a 45%, mas é deficiente em lisina.
3.10 Farelo de amendoim
Segundo TEIXEIRA (1998) o amendoim é cultivado em larga escala em muitos países, inclusive no Brasil, principalmente para ser empregado na alimentação humana, produção de óleo e de manteiga. Da indústria do óleo resulta o farelo, que é um suplemento protéico para alimentação animal. Quando proveniente por processos vindo do amendoim descascado e desticulado, tem seu valor nutritivo muito próximo ao farelo de soja e superior ao do algodão. É pobre em Ca, caroteno e metionina, triptofano e lisina e é rico em niacina e ácido pantotênico (LANA, 2000). Um sério problema enfrentado neste farelo é sua freqüente contaminação por fungos produtores de micotoxina. Quando a estocagem é feita em ambiente favorável de temperatura e umidade, ocorre condição ótima para desenvolvimento de fungos. Seu teor de aflatoxina deve ser declarado para comercialização de no máximo 0,5 ppm (ANFAR, 1985).
3.11 Farinha de carne e ossos
Segundo TEIXEIRA (1998) é produzida em graxaria de frigoríficos a partir de ossos e com resíduos de tecidos de animais após desossa completa da carcaça de bovinos e/ou suínos. Não deve conter cascos chifres, pêlos, conteúdo estomacal, sangue e outras matérias estranhas. A maior participação de restos de carne em relação ao conteúdo de ossos determinará o teor protéico, de cálcio e de fósforo do produto. Contêm cerca de 54% de PB, sendo aproximadamente 50% não degradada no rúmen. Não é palatável devendo ser introduzida gradativamente na dieta (TEIXEIRA, 1997). De acordo com a Portaria no. 365 de 03/07/96 do Ministério da Agricultura está proibido o uso de farinha de carne e ossos e proteína in natura oriunda de ruminantes nas rações desses animais. Segundo LANA (2000) os teores de proteína bruta varia de 40 a 55%, e a relação Ca:P deve ser de no máximo 2,2:1. Possui P maior que 3,8%.
3.12 Farinha de peixe
Segundo TEIXEIRA (1997)  é um sub-produto da industrialização de pescados, contém mais de 60% de PB da qual 65% não é degradada no rúmen. Tem excelente balanço de aminoácidos, sendo rica em metionina e lisina. Entretanto, considerável variação na degradabilidade ruminal ocorre devido a diferentes métodos de processamento. É rica em cálcio e fósforo e por causa do odor e gosto, a aceitabilidade pode ser problema, necessitando adaptação, pode ter também elevado teor de cloreto de sódio, não podendo exceder 7% do produto (TEIXEIRA, 1998).
3.13 Farinha de sangue
Segundo TEIXIERA (1997) é um produto constituído de sangue coagulado, seco e moído, na forma de farinha. É rica em proteína bruta (80%) com alto nível de proteína não degradável no rúmen (acima de 80%), sendo fonte de aminoácidos de excelente qualidade. Entretanto o método de processamento pode afetar a qualidade do produto, diminuindo a disponibilidade de aminoácidos, fato que pode ocorrer também com outros produtos que sofrem tratamento térmico. Segundo LANA (2000) sua proteína é de baixa qualidade (pequena concentração de isoleucina), pobre em vitaminas e baixa palatabilidade. Deve ter no máximo 11% de umidade, pois pode ocorrer contaminação microbiana. De acordo com o Ministério da Agricultura está proibido o uso deste alimento nas rações desses animais.
3.14 Cama de frango
Segundo TEIXEIRA (1998) a cama de frango é uma mistura de substrato, comumente chamado de cama, de fezes, pena de aves e restos de ração. Sua composição química varia de acordo com o tipo de cama, densidade das aves no galinheiro que a produziram, tipo de alimentação, manejo da cama, tempo de armazenagem e altura da cama. Contudo, apresenta de 19 a 25% de proteína bruta, sendo que 40 a 44% dela é constituída de proteína verdadeira e 60% de NDT. Apresenta boa aceitabilidade pelos animais e normalmente é fornecida como substituto de farelo protéicos - algodão e soja - na proporção de 40 a 60% da ração concentrada para bovinos de corte. De acordo com o Ministério da Agricultura está proibido o uso deste alimento nas rações desses animais
3.15 Sebo
Segundo TEIXEIRA (1997) o sebo é 100% gordura e não supri outro nutriente para a ração a não ser a energia, apresentando alta densidade energética (177% NDT). Segundo LANA (2000) não ultrapassar o nível de 5% de extrato etéreo na dieta de bovinos de corte, por causar diminuição da digestibilidade da fibra. De acordo com o Ministério da Agricultura está proibido o uso deste alimento nas rações desses animais
3.16 Uréia
Segundo TEIXEIRA (1998) a uréia é um composto quaternário, constituído por nitrogênio (46,4%), carbono, oxigênio e hidrogênio, de cor branca cristalina e de sabor amargo, solúvel em água e álcool. Sua síntese industrial se faz a partir do gás metano submetido à temperatura superior a 1000 graus.
A uréia é utilizada pelos ruminantes como fonte protéica, ao atingir o rúmen do animal, é imediatamente degradada pela ação da enzima urease produzida pelas bactérias ruminais, formando o gás carbônico e amônia. Determinadas bactérias promovem a combinação de amônia com os esqueletos de carbono (cetoácidos) resultantes da degradação de carboidratos, sintetizando aminoácidos que são utilizados na constituição de sua proteína. As bactérias do rúmen (proteína microbiana) sofrem hidrólise no intestino delgado com formação de aminoácidos que são absorvidos e vão ser utilizados como fonte protéica para o animal. Seu valor protéico é de 290% (46,4% de N x 6,25).
Deve ser feita uma adaptação no seu fornecimento para que não ocorra intoxicação, sendo na primeira quinzena 33% do total ou 13g/100kg de peso vivo; na segunda quinzena 66% do total ou 26g/100kg de peso vivo; a partir da terceira quinzena 100% do total ou 40g/100kg de peso vivo, sendo usado este limite por animal por dia. Pode ser usado 50g de uréia/100kg de peso vivo, quando se usa amido (cereais) na dieta e o fornecimento é feito parcelado durante todo o dia. O fornecimento deve ser contínuo, pois os animais perdem a adaptação em 3 dias, tendo que fazer nova adaptação caso haja interrupção desta. Os níveis de intoxicação causados pelo excesso de amônia começam a aparecer quando o nível de nitrogênio amoniacal alcança valores de 1mg/100ml de sangue e o pH ruminal chega a 8. A capacidade do fígado em converter a amônia absorvida do rúmen em uréia, está em torno de 84 mg de nitrogênio amoniacal/100ml de fluído ruminal.
USOS:
·         Volumosos secos (70 a 90% de matéria seca (MS)): até 2% de uréia
·         Volumosos úmidos (20 a 40% de MS): até 1% de uréia
·         Ensilagem: até 1% de uréia
·         Cana-de-açúcar (15 primeiros dias): 0,5% de uréia
·         Cana-de-açúcar (após 15 dias): 1% de uréia
·         Mistura mineral: de 10 a 40%
·         Mistura múltipla: de 2 a 20%
·         Melaço: 9kg de melaço + 1kg de uréia
·         Ração concentrada: até 3% de uréia

terça-feira, 26 de junho de 2012

ALIMENTOS NA NUTRIÇÃO DE BOVINOS Cont.


2. ALIMENTOS VOLUMOSOS
As leguminosas e as gramíneas são as principais fontes de forragem para bovinos. Forragens de alta qualidade podem suprir a maioria dos nutrientes dependendo da categoria animal em questão, da espécie forrageira, tipo de solo e fertilidade, idade da planta entre outros. Fatores importantes na determinação da qualidade é a idade ao corte ou pastejo e o estágio de maturação da planta, com idade avançada, as plantas decrescem em proteína, energia, cálcio, fósforo e matéria seca digestível enquanto aumenta a fibra (FDN, FDA e lignina. Podem ser utilizadas in natura, silagem, pré-secada, ou feno.
As pastagens se bem manejadas são boa fonte de nutrientes. Elas têm a vantagem adicional de eliminar a necessidade de manejo manual do material. Adequada fertilização e manejo são necessários para manter uma boa pastagem. Freqüente rotação de pequenos lotes reduz perdas, mas requer maior mão de obra. Como a quantidade e qualidade das pastagens mudam durante o inverno, os animais necessitam um manejo diferenciado: pastagem diferida, pastagens armazenadas e outros alimentos (TEIXEIRA, 1997).
As pastagens tropicais se caracterizam por altos rendimentos forrageiros quando adubadas, mas o valor alimentício da forragem produzida não é muito alto. Graças ao alto teor de fibra, baixo teor de proteína e baixa digestibilidade das gramíneas tropicais, a produção por animal é inferior àquela realizada em pastagens de azevém, aveia, etc. Os ganho de peso vivo da ordem de 0,4 a 0,6kg/dia/novilho tem sido observados em pastagens tropicais, sem suplementação.
O manejo da pastagem deve ser conduzido de modo a manter constante a disponibilidade de forragem em torno de 2000kg de MS/ha durante a estação de pastejo, e/ou uma oferta de forragem em torno de 8 a 10% de peso vivo animal. Diferimento de pastagem e uso de feno, silagem, cana+uréia são práticas de manejo para aliviar a falta de pasto na seca, e assim, contornar o problema da estacionalidade da produção de forragens das pastagens (GOMIDE, 1999).
http://www.agronomia.com.br/conteudo/artigos/artigos_nutricao_bovinos.htm