domingo, 17 de junho de 2012

Entomologia cont.2


BARATAS
Características � são os insetos mais comuns ao convívio humano, no entanto, das cerca de 4.000 espécies existentes, a sua maioria é silvestre. Apenas menos de 1% busca o convívio com o homem, devido às condições propícias relacionadas à disponibilidade de alimento, abrigo e água. Estas espécies são chamadas de baratas domésticas. Assim, baratas domésticas são aquelas que vivem dentro de residências (domicílios ou outras estruturas construídas pelo homem), no peridomicílio (ao redor de estruturas) e seus anexos, tais como caixa de gordura, esgoto, bueiros e outros locais úmidos e escuros. Estudos de fósseis de baratas demonstram que estes animais mudaram muito pouco nos aproximadamente 300 a 400 milhões de anos que existem na face da terra. Por isso, a barata é considerada uma das espécies de maior capacidade de adaptação e resistência do reino animal, podendo adaptar-se às mais variadas condições do meio ambiente. Baratas são insetos de pequena importância médica, quando comparados a outros insetos transmissores de doenças, tais como a dengue, malária, etc. Não há evidência de que as baratas causem doenças ou zoonoses por transmissão direta (não são vetores). Possuem corpo ovalar e deprimido. Seu tamanho pode variar de alguns milímetros a quase 10 centímetros, tendo em geral coloração parda, marrom ou negra. Existem, no entanto, espécies coloridas. O formato e o tamanho variam dependendo da espécie, sendo que, genericamente podemos dizer que: machos são menores que as fêmeas; quando diferem pelas asas, os machos tem asas mais desenvolvidas que a fêmea; em algumas espécies os machos são alados e fêmeas ápteras. A cabeça é curta, subtriangular, apresentando olhos compostos grandes e geralmente dois ocelos (olhos simples).As antenas encontram-se inseridas entre os olhos compostos, apresentando formato filiforme e podendo atingir o dobro do comprimento do corpo. Elas desempenham um papel fundamental na sobrevivência da barata servindo não apenas como elemento de direção, mas também podendo captar vibrações no ar ou ainda cheirar alimentos ou feromônios. O aparelho bucal é mastigador, possibilitando roerem papéis, roupas sujas de alimento (cola, doces, etc.), pelos, pintura, mel, pão, carne, batatas, gorduras, lombadas dos livros e os seus dourados. Algumas se alimentam de madeira (celulose), sendo tal alimento digerido por microrganismos como sucede entre os cupins. O tórax apresenta o seu primeiro segmento bem desenvolvido, com o pronoto largo, achatado, cobrindo a cabeça. As pernas são ambulatórias, tornando as baratas andarilhas excepcionais. Apresentam coxa grande, fêmures e tíbias com espinhos e, em geral, têm tarsos pentâmeros. O abdome é séssil, alargado e deprimido, apresentando em geral 10 segmentos. Apresenta um par de cercos no último urômero, acrescido de um par de estilos nos machos. São insetos hemimetábolos, ou seja, apresentam metamorfose gradual ou parcial (simples) em três estágios: ovo, ninfa e adulto. As mais comuns no Brasil são a Barata alemã (Blatella germanica) e a Barata-de-esgoto (Periplaneta americana). As baratas não são bons insetos voadores, sendo que o meio de disseminação mais comum é propiciado pelo próprio homem. As baratas escondem-se em engradados, caixas e sacos, atingindo o mundo todo.
Habitat � ambientes com pouca luminosidade e úmidos.
Ocorrência � cosmopolitas, encontrando-se nos mais diversos ambientes ao redor do mundo (menos nas calotas polares). A maior parte das espécies é de origem tropical ou subtropical, havendo referências de serem procedentes do continente africano. Popularmente, as baratas são consideradas veiculadoras de doenças causadas por disseminação mecânica de patógenos diversos tais como esporos de fungos, bactérias, vírus, etc., nas pernas e corpo, adquiridas quando percorrem esgotos e lixeiras ou outros lugares contaminados.
Hábitos � hábitos noturnos, sendo mais ativas à noite, quando saem do abrigo para alimentação, cópula, oviposição, dispersão, vôo. O hábito noturno das baratas pode ser explicado através do mecanismo de seleção natural. Durante sua evolução as baratas que se mantinham ativas à noite sobreviviam, ao contrário daquelas que tinham hábitos diurnos. Estes insetos passaram assim a predominar no ambiente, transmitindo a seus descendentes este comportamento chamado de fototropismo negativo, significando que elas procuram sempre a escuridão ao invés da luz. Durante o dia ficam abrigadas da luz e da presença de pessoas, algumas condições especiais contribuem para o seu aparecimento diurno, tais como: excesso de população; falta de alimento ou água (stress). Embora não sejam animais sociais, como as abelhas, cupins e formigas, as baratas são gregárias, sendo comum ocorrerem em grupos.
Alimentação � onívoras, ou seja, comem de tudo que tenha algum valor nutritivo para elas. São particularmente atraídas por alimentos doces, gordurosos e de origem animal. No entanto, podem se alimentar de queijos, cerveja, cremes, produtos de panificação, colas, cabelos, células descamadas da pele, cadáveres, matérias vegetais.
Reprodução � a postura dos ovos é feita dentro de uma cripta genital em uma capsula denominada ooteca, em forma de bolsa fechada, a qual contém duas fileiras de ovos justapostas e separadas por uma membrana. O número de ovos varia com a espécie podendo variar de 4 a 50 ovos. A ooteca é colocada, pela maioria das espécies, em um lugar seguro, próximo à uma fonte de alimentos, cerca de dois dias após sua formação. Apenas a Barata alemã (B. germanica) carrega a ooteca até cerca de 24-48 horas antes da eclosão dos ovos. As próprias ninfas rompem a ooteca na maioria das espécies, à exceção da Barata-de-esgoto (P. americana) onde as formas jovens são liberadas com o auxílio da mandíbula materna. As formas jovens (ninfas) parecem-se com as adultas. Um casal de B. germanica pode produzir em condições ideais no período de um ano, cerca de 10.000 indivíduos considerando-se a primeira e segunda gerações.
Predadores naturais � aves, pássaros, lagartos e cobras. 
Barata alemã – a Blatella germânica é denominada de barata pequena, barata alemãzinha, barata alemã, francesinha, paulistinha. Trata-se de baratas de pequeno tamanho, altamente prolíficas. Como ninfa chegam a medir um milímetro. Os lugares preferidos para se abrigarem são acanhados e geralmente passam despercebidos aos nossos olhos, como por exemplo, azulejos quebrados, batentes de portas, armários e prateleiras de madeira, vãos e cavidades em geral (conduítes elétricos), motores de equipamentos de cozinha, atrás e debaixo de pias e balcões, etc.
Diferentemente da P.amerciana, a B. germânica carrega a ooteca até que esteja madura, depositando-a em um lugar abrigado próximo de uma fonte de alimento. Áreas onde ocorrem a manipulação e armazenagem de alimentos estão sujeitas a infestação pela B. germanica. Assim, embalagens de produtos são um eficiente mecanismo de dispersão da praga, uma vez que elas se alojam facilmente em pequenos espaços em caixas de papelão, sacos plásticos e outros materiais. É desta maneira que a barata alemã, assim como outras, pode se dispersar com facilidade para qualquer lugar do mundo, seja sua vizinhança, seja um outro país. Ocorre a concentração de baratas alemãs na cozinha, sanitários e outras áreas onde haja alimento e umidade disponível.
Em nossas residências podemos facilmente criar "habitats" para as baratas, através do acúmulo de jornais e livros, acúmulo de lixo, furos e rachaduras em paredes, azulejos soltos, forros de gesso e madeira, vãos entre a instalação elétrica/hidráulica e as paredes, espaço entre o fundo de armários embutidos e gabinetes em relação a parede. Também em armários e ambientes fechados pouco ventilados, com acúmulo de materiais como em maleiros de guarda-roupas, cabine de quadros de energia e relógio de água, porões, sótãos.
Barata-de-esgoto – a Periplaneta americana, também denominada de barata grande, barata voadora, barata-de-esgoto, é uma das espécies domésticas mais comuns no Brasil. As baratas americanas podem viver em grandes grupos sobre paredes nuas, desde que não haja perigo ou distúrbios constantes, como predadores naturais ou outros riscos (limpeza, etc.). No entanto, normalmente apresentam um comportamento mais tímido, vivendo em ambientes mais reclusos e maiores, uma vez que se tratam de insetos grandes, que não podem se esconder em qualquer lugar. Normalmente, a barata americana deposita a ooteca em um lugar seguro (abrigo) próximo de uma fonte de alimento e numa inspeção, lugares como rodapés, rachaduras, cantos e frestas, ralos, caixas de gordura, etc, devem ser inspecionados para avaliar o grau de infestação desta praga. Os locais preferidos para os adultos se estabelecerem são os esgotos, as canaletas de cabos, as caixas de inspeção, as galerias de águas pluviais, as tubulações elétricas. Aparecem também em áreas pouco freqüentadas por pessoas como os arquivos e depósitos em geral, principalmente onde haja abundância de papelão corrugado, seu esconderijo preferido. 


BARATA D'ÁGUA (Lethocerus maximus)
Características � os adultos podem exceder os 11 cm. Muito robusta, com pernas dianteiras adaptadas à caça e pernas intermediárias e traseiras adaptadas ao nado. Têm a capacidade de reter o ar permitindo o mergulho. Face ventral coberta por pequenos pelos. Coloração marron-acinzentada.
Habitat � margens de lagos e represas ricas em plantas aquáticas
Ocorrência � América do Sul
Alimentação � peixes, rãs etc., dos quais suga-lhe os líquidos orgânicos. Topo


ÁREA LIVRE DE PRAGAS - ALP


O que é Área Livre de Praga -ALP?
É uma área na qual uma praga especifica não ocorre, demonstrado pela evidência científica e na qual, esta condição está sendo oficialmente mantida.
ÁREA LIVRE DE ANASTREPHA GRANDIS
A mosca-das-cucurbitáceas, Anastrepha grandis, é uma das principais pragas da cultura do melão, pois afeta diretamente o produto comercializável, além de ser considerada de importânciaquarentenária para exportação. A mosca faz a postura nos frutos, local onde, após a eclosão, a larva penetra e se alimenta da polpa, ocorrendo posteriormente o apodrecimento do fruto. A presença da A. grandis pode limitar a comercialização de cucurbitáceas tanto para o mercado interno quanto externo. A liberação do comércio de cucurbitáceas para o mercado Norte Americano está na dependência da certificação de que tais frutas sejam produzidas sob a condição de área livre de A. grandis, sendo este um dos principais objetivos do estabelecimento e manutenção da área livre da referida praga.
EXTENSÃO E LOCALIZAÇÃO
Sete municípios fazem parte da área livre do Ceará, são eles: Aracati, Icapuí, Itaiçaba, Jaguaruana, Russas, Quixeré e Limoeiro do Norte, cobrindo uma área de cerca de 5.676 km2. Com o objetivo de aumentar a proteção da Área Livre, uma área tampão é formada por todos os municípios adjacentes que são: Fortim, Beberibe, Palhano, Morada Nova, Tabuleiro do Norte e São João do Jaguaribe, que juntos, somam uma área de 6.346 km2. Na região da Área Livre que faz divisa com o Estado do Rio Grande do Norte, a zona de proteção é a Área Livre de A. grandis do RN.

Treze municípios fazem parte da área livre do Rio Grande do Norte, são eles: Açú, Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Areia Branca, Baraúnas, Carnaubais, Grossos, Ipanguaçú, Mossoró, Porto do Mangue, Serra do mel, Tibau e Upanema, cobrindo uma área de cerca de 8.409 km2. Com o objetivo de aumentar a proteção da Área Livre, uma área tampão é formada por todos os municípios adjacentes que são: Apodi, Governador Dix-set Rosado, Campo Grande, Caraúbas, Paraú, Macau e Pendencias que juntos, somam uma área de 8.355 km2. 
Fonte: ÁREA LIVRE DE PRAGAS

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O Silício e sua Importância para as Plantas


Pelo decreto-lei 4954 de 14/01/2006, o silício foi considerado como micronutriente pela legislação brasileira. Quanto às fontes, somente o silicato de potássio foi regulamentado como fonte de silício solúvel para ser usada na agricultura. O silicato de potássio é obtido tratando-se a sílica com hidróxido de potássio, sob temperatura e pressão altas, obtendo-se o silicato de potássio. O silicato apresenta-se como líquido solúvel, pH maior que 12, aspecto viscoso e incolor. Por ser solúvel pode ser aplicado via foliar, fertirrigação e hidroponia. No solo, o silício desloca o fósforo (P) fixado nos óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio, tornando-o disponível para as plantas. Em condições de alagamento, reduz a toxidez de ferro e manganês. O silício favorece a nodulação e, consequentemente, maior a fixação do N atmosférico pelas bactérias do gênero Risobium, nas leguminosas. O silício se polimeriza aumentando a resistência ao acamamento. Nas folhas, aumenta a resistência às deficiências hídricas, às pragas e doenças, além de ajudar na fotossíntese, produção de carboidratos e açúcares. O silício induz a produção de compostos fenólicos, como as quinonas e as fitoalexinas, que são substâncias de defesa natural das plantas contra às pragas e doenças. O silício, via foliar, deve ser aplicado junto com um espalhante adesivo compatível (veja orientação do fabricante), e o número de aplicações deve ser o suficiente para manter as folhas protegidas.
O silício, no solo, está presente na forma de ácido monossilícico que é prontamente absorvido pelas plantas. As principais fontes de ácido monossilícico, na solução do solo, são:
- decomposição dos resíduos vegetais;
- dissociação do ácido silícico;
- liberação de silício dos óxidos e hidróxidos de Fe e Al;
- dissolução de minerais cristalinos e não cristalinos;
- adição de fertilizantes silicatados;
- água de irrigação.
Solos com pH baixo, alto teor de Al trocável, baixa saturação de bases (V%), alta capacidade de fixação de P, atividade microbiana reduzida, são deficientes em silício trocável e apresentam baixos níveis do nutriente.
No café, via foliar, o silício melhora o crescimento das folhas do cafeeiro. Figueiredo et al. (2006), verificaram que o aumento das folhas foi influenciado pelas doses de silício solúvel, aplicado na forma de silicato de potássio, reaplicando 3 vezes, com intervalos de 40 dias.
O CAT Uberaba avaliou os efeitos do silício, via foliar, associado à fungicida, em diferentes estágios de desenvolvimento da lavoura de soja. Foram usadas duas fontes de silicato de potássio em comparação com a testemunha que somente recebeu fungicida. As outras parcelas pesquisadas receberam uma interação entre os dois produtos mais fungicida. Os resultados foram medidos em termos de grãos ardidos, peso de mil grãos e produtividade. A soja respondeu aos tratamentos contendo os produtos mais fungicida com aumentos superiores a 150% em relação à testemunha cuja produção foi de 20 sc/ha. O peso de 1.000 grãos foi superior em 30% ao da testemunha. A aplicação de sílica foliar possibilitou a redução do número de aplicações de fungicidas na soja.
Um outro experimento realizado pelo CAT Uberlândia foi a aplicação de silício no sulco de semeadura do milho. O silício foi aplicado junto com o adubo misturado na caixa de fertilizantes. O silício foi utilizado na forma de silicato granulado em dosagens de 0, 50, 100, 150, 200, 250 kg/ha. A testemunha apresentou uma taxa de acamamento de 12,9% e a medida que aumentava a dose de silicato, a taxa de acamamento ia diminuindo. A melhor dose, neste caso, foi de 150 kg/ha. A partir desta dose não houve resposta, com a taxa de acamamento mantendo-se a mesma. No que diz respeito ao aumento de produtividade do milho, a melhor dosagem foi de 200 kg/ha, ou seja, uma produção de 10 sc/ha a mais do que a testemunha. O solo era de alta fertilidade.
O uso do silício na soja tem apresentado ótimos resultados na pesquisa, pelo aumento da resistência das plantas às doenças. A aplicação de silício tem apresentado redução da severidade da ferrugem asiática. A aplicação de silicatos mais fungicidas tem proporcionado melhor controle da doença. Entretanto, a aplicação deve ser preventiva. Após o aparecimento dos sintomas, somente deve ser feita aplicação com fungicida. O silício forma uma barreira física, uma camada protetora nas folhas que impede a penetração do fungo. Além disto, parece que com silício diminui o efeito fitotóxico de herbicidas. O uso de silicatos mostra que não há redução da eficiência dos herbicidas. Uma aplicação de silicato deve ser feita nos estágios V4 a V6: uma aplicação no pré-florescimento: uma aplicação no estágio de enchimento dos grãos. A dosagem depende do produto e da recomendação do técnico responsável.
Diversas culturas como, trigo, soja, milho, algodão arroz irrigado, cana-de-açúcar podem ser beneficiadas com o uso do silício. O efeito é maior em solos adubados com nitrogênio e que apresentam baixos teores de silício disponível para as plantas. Aumentos de produtividade, altura da planta, matéria seca (parte aérea e raízes) são constatados no trigo, soja, arroz. No algodão verifica-se um crescimento mais rápido da planta, um aumento no número e no tamanho dos capulhos, dos ramos frutíferos, e um aumento na percentagem de fibras. No arroz, há um aumento no número de grãos e panículas, e uma diminuição da esterilidade. Na soja, o número de vagens aumenta. No arroz irrigado, há um aumento do poder de oxidação das raízes. Na cana-de-açúcar ocorre um aumento no comprimento e diâmetro dos colmos, no número de perfilhos, e na produtividade. Os estresses das plantas são reduzidos com a aplicação de silício devido a interação dele com os outros nutrientes. A toxidez do ferro, zinco, manganês, sódio e alumínio pode ser minimizada ou evitada com a aplicação de silicatos. Em solos ácidos, a toxidez pelo alumínio é um estresse muito alto para as plantas.
Nolla, A. et al., verificaram que a aplicação de silicato de cálcio na lavoura de soja reduziu, significativamente, o nível de severidade de Cercospora sojina aos 47, 66, 79 dias após a emergência. Por outro lado, a aplicação de calcário foi menos eficiente que o silicato de cálcio no controle da Cercospora sojina.
Fonte: Agronomiacomgismonti

domingo, 10 de junho de 2012

Calculando as fórmulas dos fertilizantes

Numa indústria, os químicos são responsáveis pelo cálculo das formulações que são enviadas ao parque industrial onde estão as matérias-primas estocadas e os equipamentos de moagem, granula-dores, misturadores, ensacadores etc. Tudo supervisionado por uma equipe de engenheiros de diversas especialidades.
A fórmula é calculada com base em 1.000 kg de matérias-primas, depois registrada nos orgãos governamentais competentes. Após obtido o registro, o produto começa a ser industrializado e depois comercializado. Para isto devemos saber quais as matérias-primas que podem ser utilizadas.
Nós temos formulações:
 - NPK que contém os três principais nutrientes, nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Por exemplo a fórmula 05 - 30 - 15;
 - NP que contém somente nitrogênio e fósforo. Por exemplo: 05 - 20 - 00 ou  as matérias-primas fosfatos monoamônio e diamônio;
 - PK que possuem somente fósforo e potássio. Por exemplo: 00 - 30 - 15;
 - NK que possuem nitrogênio e potássio. Exemplo: 10 - 00 - 15 e nitrato de potássio. 
Nós devemos conhecer, também, as matérias-primas que podem ser utilizadas.
1. Como fonte de nitrogênio mais utilizadas são a uréia com 45% de N. O sulfato de amônio com 20% de N. O fosfato monoamônio - MAP com 11% de N e 60% de P2O5. O fosfato diamônio  - DAP com 17% de N e 47% de P2O5;
2. Como fonte de fósforo, os superfosfato simples com 18% de P2O5. O superfosfato triplo com 41% deP2O5 e os fosfatos MAP E DAP;
3. Como fonte de potássio, o cloreto de potássio com 60% de K2O, é o mais utilizado como fonte de K2O.
As garantias expressas acima são as garantias mínimas determinadas pela Legislação Brasileira de Fertilizantes. Claro que podemos encontrar matérias-primas com teores um pouco maior mas o importante é que não podem ser comercializadas se não atenderem os requisitos mínimos.
Sabendo isto tudo, estamos aptos a calcular uma fórmula de fertilizantes. Chamo a atenção que a fórmula cujo resultado chegaremos não é a único pois com as mesmas garantias de nutrientes podemos ter várias composições. O importante é chegar no resultado final que expresse a garantia dos nutrientes. As indústrias, também, utilizam as matérias-primas que elas têm na ocasião da fabricação da mistura.
Vamos supor o cálculo da fórmula 5 – 30 – 15 que contem 5% de N, 30% de P2O5 e 15% de K2O. Isto quer dizer que em 100 kg teremos 5 kg de N, 30 kg de P2O5 e 15 kg de K2O. Em 1.000 kg, 50 kg de N, 300 kg de P2O5 e 150 kg de K2O. Por hipótese, as matérias-primas disponíveis são:

Fosfato diamônio (DAP) - 17% de N e 47% de P2O5
Superfosfato simples (SS): 18% de P2O5
Superfosfato triplo (ST): 41% de P2O5
Cloreto de potássio (KCl) – 60% de K2O

1 Passo - partir de um nutriente fornecido por uma só matéria-prima
Neste caso, este nutriente é o potássio na fórmula expresso por 15% de K2O.
Toda fórmula de fertilizante é calculada para 1.000 kg. Neste caso, precisamos 150 kg de K2O.


100 kg de KCl ............. 60 kg K2O
X ............................... 150 kg K2O
X = 150 x 100 / 60 = 250 kg/t de KCl
2 Passo  -  calcular os demais nutrientes
Faltam, portanto, 750 kg de matéria-prima para fechar os 1.000kg. Vamos partir, agora, para o nitrogênio (N) e fósforo (P) pois temos duas matérias-primas que fornecem o nitrogênio e o fósforo  - o MAP e o DAP. Vamos escolher o DAP.


100 kg de DAP ............... 17 kg de N
X ........................................50 kg de N
X = 50 x 100 / 17; DAP = 294 kg/t
Como o DAP também fornece P2O5,
100 kg de DAP ................ 47 kg de P2O5
294 kg de DAP ................ X
X = 294 x 47 / 100 = 138,18 kg/t de P2O5
Precisamos de 300 kg de P2O5. Como já temos 138,18 kg, estão faltando 161,82 kg de P2O5. Ou seja, 16,18%. Em matérias-primas, temos os 250 kg de KCl e os 294 kg do DAP que somam 544 kg. Faltam, portanto 456 kg de matérias-primas que vão ser distribuídos entre os SS e ST.
Aqui vamos aplicar uma equação matemática.
a = superfosfato simples (18%)
b = superfosfato triplo (41%)
(1) 18 a + 41 b = 16.180 (16,18 x 1000)
(2) a + b = 456 kg; logo b = 456 - a
Substituindo (b) na equação acima (1), teremos:

18 a + 41 (456 – a ) = 16.180
18 a + 18.696 - 41 a = 16.180; 18a - 42 a = 16.180 - 18.696
-24 a = -2516 multiplicando por (-1) teremos 24 a = 2516
a = 2516 / 24 = 104 kg/t de superfosfato simples
Para achar o superfosfato triplo (b) vá na equação (2) e substitua a= 104
b = 456 - a b = 456 - 104 = 352 kg/t de supertriplo
Está pronta a nossa formula 5 – 30 – 15
Vamos conferir?
250 kg de cloreto de potássio KCL = 250 x 60 / 1000 = 15% de K2O
294 kg de fosfato diamônio DAP = 294 x 18 N / 1000 = 5% de N e DAP = 294 x 47 de P / 1000 = 13,818% de P2O5
104 kg de supersimples = 104 x 18 P = 1,872% de P2O5
352 kg de supertriplo = 352 x 41 P = 14,432% de P2O5
Somando as matérias-primas = 250+294+104+352 = 1.000 kgSomando os nutrientes P = 13,818+1,872+14,432 = 30% P2O5
Nutriente N = 5%
Potássio K2O = 15%
Está pronta a nossa 5 - 30 - 15
Além disto, o superfosfato simples contém na sua formulação 8% de enxofre (S) enquanto o supertriplo contém 10% de Ca.
Supersimples  - 104 x 8 S/ 1.000 = 0,8% de S; Superfosfato triplo  - 352 x 10 Ca/1.000 = 3,5% de Ca.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Cultivar de banana resistente a sigatoka-amarela e ao mal-do-Panamá

A banana Pacovan Ken é uma variedade resistente à sigatoka-negra. A variedade Pacovan Ken é um híbrido tetraplóide, do grupo AAAB, resultante do cruzamento da cultivar Pacovan com o híbrido diplóide (AA) M53. O nome Ken é uma homenagem ao seu criador, Dr. Kenneth Shepherd, consultor do Programa de Melhoramento Genético da Bananeira por treze anos (1981-1994), em Cruz das Almas - BA. A ‘Pacovan Ken’ apresenta número e tamanho de frutos e produtividade superiores aos da ‘Pacovan’. Os frutos dessa variedade são mais doces e apresentam resistência ao despencamento semelhante aos da Pacovan. A ‘Pacovan Ken’ tem como característica mais importante a resistência a sigatoka-negra, a principal doença da bananeira. Além disto, é resistente a sigatoka-amarela e ao mal-do-Panamá.


Fonte: EMBRAPA

terça-feira, 5 de junho de 2012

Utilização de aminoácidos pelas plantas

O que são aminoácidos?
Aminoácidos são as unidades estruturais básicas que compõem os peptídeos, proteínas, sendo também precursores de outras moléculas como: hormônios, coenzimas, nucleotídeos, polímeros de paredes celulares, etc.
Os aminoácidos formam as proteínas e possuem um grupo nitrogenado chamado de amina (NH2) e um grupo carboxílico (COOH). Todos os seres vivos (homem, animais e plantas) precisam de aminoácidos para sua existência, pois a partir deles serão sintetizadas as proteínas, enzimas e hormônios tão necessários à manutenção da vida. As proteínas das plantas são formadas a partir de um grande número de aminoácidos: L-Fenillamina, L-Tirosina, L-Treonina, L-Hidroxiprolina, L-Leucina, L-Triptofano, L-Isoleucina, L-Xiprolina, L-Metionina, L-Ornitina, L-Alanina, L-Valina, L-Arginina, L-Aspartato, L-Aspargina, L-Cisteina, L-Glutamato, L-Glutamina, L-Glicina, L-Prolina, L-Serina, L-Histidina, L-Lisina e L-Hidroxilisina. Os aminoácidos são sintetizados pelas plantas a partir do N inorgânico absorvido da solução do solo, de ácidos orgânicos, requerendo uma quantidade considerável de energia pela planta. Quando se fornece aminoácidos livres para uma planta, ela os absorve diretamente e faz uso imediato deles. Isto é muito importante porque nas fases de floração, frutificação, maturação, associado aos estresses, sejam eles, falta de água, calor, transplante, a planta fica livre do trabalho de sintetizar os aminoácidos. O emprego de aminoácidos está crescendo na agricultura, em razão dos benefícios que vêm apresentando para as plantas. O emprego dos aminoácidos tem proporcionado aumento de produtividade e melhoria na qualidade de grãos e frutos, como hortaliças, café, citros, algodão, frutíferas, feijão, soja, etc.
Os aminoácidos figuram entre os componentes mais importantes do metabolismo dos organismos vivos, sendo sintetizados a partir de moléculas de glicose produzidas pelas plantas através da fotossíntese, ou em menor escala por alguns fungos e bactérias. Os vegetais são capazes de sintetizar todos os aminoácidos, tanto os protéicos quanto os não protéicos, utilizando como fonte o nitrogênio (função estrutural) na forma de amônio ou nitrato, que é fornecido via solo ou via aplicações foliares. Quando a planta passa por deficiências de nitrogênio ou algum tipo de stress (químico, físico, etc.), ela tende a uma redução na produção de aminoácidos e como conseqüência redução na produção de proteínas, alterando profundamente seu desenvolvimento. Da mesma maneira, nos momentos críticos do ciclo vegetativo (germinação, florescimento, etc.), existe uma demanda energética elevada por parte do vegetal deixando o mesmo mais suscetível a doenças, por exemplo, podendo ocorrer perdas significativas caso não haja o aporte adequado.
Desta forma, a utilização de aminoácidos protéicos via solo ou via foliar (aporte exógeno) além de fornecer à planta uma fonte direta para que esta sintetize as proteínas, fornece energia adicional necessária para suprir as demandas nos momentos críticos do ciclo vegetativo. Uma vez absorvidos são transportados rapidamente para todas as partes da planta, principalmente os órgãos de crescimento. Os aminoácidos podem ser utilizados em todo ciclo do vegetal tendo, portanto várias funções:
• Função nutritiva na germinação (o embrião consome os aminoácidos procedentes de proteínas armazenadas no endosperma);
• São precursores de fitohormônios (auxinas, etileno, citoquininas, poliaminas, etc),
• Atuam regulando o balanço hídrico quando essas estão sob condições de stress hídrico,
• Atuam como agente quelante natural quando em contato com cátions;
• Formação de proteínas;
• São fontes de energia para as plantas (Bioestimulantes).
A Aminoagro possui uma linha completa com produtos a base de aminoácidos e que vão de encontro às necessidades da cultura da batata. Entre esses produtos podemos destacar:
1. Aminoagro Raiz (criado para melhorar e estimular o desenvolvimento do sistema radicular);
2. Aminoagro Folha TOP (Atua sobre o metabolismo vegetal e é especialmente indicado para situações de estresse e em momentos críticos de energia do ciclo vegetativo);
3. Aminoagro Flor (Atua sobre o metabolismo vegetal e é recomendado no florescimento ou em momentos de grande demanda de energia).


Fonte: abbabatatabrasileira ; agronomiacomgismonti

sábado, 2 de junho de 2012

10 Plantas que podem matar você

Por Natasha Romanzoti (*)
As plantas dessa lista são assassinas sem piedade: elas contêm algumas toxinas que não podemos nem pensar em chegar perto.
Até sementes de maçã contêm vestígios de cianeto, mas, nesta lista, vamos conhecer algumas plantas que contêm tais doses elevadas de toxinas que podem matar humanos em questão de horas. Em alguns casos, animais têm uma tolerância muito maior ao veneno.
É chocante reconhecer algumas das plantas que você cresceu por perto, sem saber que apenas uma mordida poderia ter lhe matado.
Muitas das vítimas dessas plantas são crianças, pois elas muitas vezes têm aparência de frutas um pouco apetitosas, e os pequenos são curiosos, além de terem uma tolerância ainda menor para o veneno.
Se for pai ou mãe, preste atenção nos itens abaixo:

1 – ABUNDÂNCIA (AGERATINA ADENOPHORA)
Essa planta nativa da América do Norte é altamente venenosa. Suas flores são brancas e, após a floração, pequenas sementes sopram com o vento. Elas têm uma alta porcentagem da toxina tremetol, que não é conhecida por matar seres humanos diretamente, mas indiretamente. Quando a planta é comida pelo gado, a toxina é absorvida em seu leite e carne. Quando os seres humanos, então, comem essa carne ou bebem esse leite, a toxina entra no corpo e se torna a chamada “doença do leite”, altamente fatal. Milhares de colonos europeus morreram da doença na América no início do século 19.

2 – ERVA-DE-SÃO-CRISTÓVÃO (ACTAEA PACHYPODA)
Essa planta com flores nativa do leste e norte da América do Norte tem veneno no seu fruto marcante, de um 1 centímetro de diâmetro, que lembra muito um olho. Apesar de toda a planta ser declarada tóxica para consumo humano, a parte mais venenosa é a toxina concentrada no fruto que, infelizmente, foi responsável por tirar uma série de vidas de crianças, já que também têm um gosto doce. As bagas contêm uma toxina cancerígena, que tem um efeito sedativo quase imediato em músculos cardíacos humanos e pode facilmente causar uma morte rápida.
3 – TROMBETA DE ANJO (DATURA SP)

As plantas desse gênero são às vezes chamadas de lírio, pela semelhança. Também são chamadas de trompeta de anjo, nativas das regiões tropicais da América do Sul, por causa das flores pendentes em forma de trompete, cobertas de pelos finos, que pendem da árvore. As flores vêm em uma variedade de tamanhos (14 a 50 centímetros) e em uma variedade de cores, incluindo branco, amarelo, laranja e rosa. Todas as partes da planta contêm toxinas. A planta é, por vezes, transformada em chá e ingerida como uma droga alucinógena. Como os níveis de toxicidade variam de planta para planta, e de parte para parte, é quase impossível saber a quantidade de toxinas que você ingeriu. Como resultado disso, muitos usuários têm overdose e morrem.
4 – NUZ-VÔMICA (STRYCHNOS NUX-VOMICA)


A árvore Estricnina é nativa da Índia e sudeste asiático. As pequenas sementes dentro do fruto verde para laranja são altamente tóxicas, com alcalóides venenosos. 30 miligramas dessas toxinas são o suficiente para serem fatais a um adulto, e levará a uma morte dolorosa de convulsões violentas devido à estimulação simultânea de gânglios sensoriais da coluna vertebral.




5 – TEIXO (TAXUS BACCATA)
Essa árvore é nativa da Europa, norte da África e sudoeste asiático. Ela tem sementes dentro de sua baga vermelha. Essa é a única parte do fruto que não é venenosa e permite que as aves a comam e espalhem as sementes. É preciso uma dose de cerca de 50 gramas para ser fatal para um ser humano. Os sintomas incluem dificuldade respiratória, tremores musculares, convulsões, colapso e, finalmente, parada cardíaca. Em casos de intoxicação grave, a morte pode ser tão rápida que os outros sintomas não são sentidos.

6 – CICUTA (CICUTA MACULATA)
Cicuta é um grupo de plantas altamente venenosas nativas às regiões temperadas do hemisfério norte. As plantas têm pequenas flores brancas ou verdes, dispostas em forma de guarda-chuva. É considerada a planta mais venenosa da América do Norte: contém uma toxina que provoca convulsões. O veneno é encontrado em todas as partes da planta, mas é mais concentrado nas raízes, que por sua vez são mais potentes na primavera. Além das convulsões quase imediatas, outros sintomas incluem náuseas, vômitos, dores abdominais, tremores e confusão. A morte geralmente é causada por insuficiência respiratória ou fibrilação ventricular e pode ocorrer poucas horas após a ingestão.
7 – ERVA DE LOBO (ACONITUM LYCOCTONUM)
O nome lycoctonum se refere ao uso desta planta para matar lobos (luco = lobo e ctonos = matar). Curiosamente, também é mencionada na mitologia e folclore de lobisomem como tanto sendo capaz de repelir lobisomens/licantropos, quanto induzir o estado de lobo, independentemente da fase da lua. Essas plantas perenes são nativas de regiões montanhosas do hemisfério norte. Contêm grandes quantidades de um veneno que costumava ser usado pelo povo Ainu do Japão como veneno para a caça nas pontas de suas flechas. Em casos de ingestão, os sintomas incluem queimação nos membros e abdômen. Com grandes doses, a morte pode ocorrer dentro de 2 a 6 horas. 20 mililitros são suficientes para matar um humano adulto.
8 – ERVILHA DO ROSÁRIO OU JIQUIRITI (ABRUS PRECATORIUS)
A planta é nativa da Indonésia, mas cresce em muitas partes do mundo. É mais conhecida por suas sementes, que são usadas como miçangas, pelo seu vermelho brilhante com um único ponto preto (não muito diferente de uma viúva negra). O veneno contido na planta (abrina) é muito semelhante ao veneno ricina, encontrado em algumas outras plantas venenosas. Há uma diferença principal, entretanto: a abrina é cerca de 75 vezes mais forte que a ricina. Ou seja, a dose letal é muito menor e, em alguns casos, tão pouco como 3 microgramas pode matar um humano adulto. O uso de sementes como enfeite ainda representa uma enorme ameaça; pessoas já morreram só de furar os dedos na broca usada para perfurar os orifícios minúsculos nas sementes.
9 – BELADONA (ATROPA BELLADONNA)
Beladona é nativa da Europa, norte da África e Ásia ocidental. É também uma das plantas mais venenosas do mundo, pois contém toxinas que causam delírios e alucinações. Outros sintomas de envenenamento incluem perda da voz, boca seca, dores de cabeça, dificuldade respiratória e convulsões. Toda a planta é venenosa, mas as bagas costumam ser mais, além de serem doces e atraírem crianças. 10 a 20 bagas podem matar um adulto, mas só uma folha em que os venenos estão muito mais concentrados pode matar um homem adulto. Estranhamente, nossos ancestrais “muito inteligentes” da era elizabetana (1500) usavam beladona como parte de sua rotina diária de cosméticos. Eles usavam gotas feitas a partir da planta como colírio, para dilatar as pupilas, considerado atraente porque dava ao usuário um olhar sonhador. As mulheres também bebiam cianeto, ou “sangravam” a si mesmas para obter uma cor pálida e uma pele translúcida.
10 – MAMOMA (RICINUS COMMUNIS)
As mamonas são realmente assassinas; de fato, é a planta mais venenosa do mundo, segundo o livro dos recordes Guiness. A planta é nativa da bacia do Mediterrâneo, África oriental e Índia, mas é amplamente cultivada como planta ornamental. A toxina chamada ricina é encontrada em toda a planta, mas está concentrada nas sementes/grãos (da qual o óleo de mamona é feito). Uma semente é suficiente para matar um humano em dois dias, em uma morte agonizante e longa. Os primeiros sintomas vêm dentro de algumas horas e incluem sensação de queimação na garganta e na boca, dor abdominal e diarréia com sangue e vômito. O processo é imparável e a causa final da morte é desidratação. Estranhamente, os humanos são os mais sensíveis a essas sementes: leva 1 a 4 para matar um ser humano plenamente desenvolvido, 11 para matar um cão e 80 sementes para matar um pato.
Original:[ Listverse ] – (*) tradução: [ hypescience ]